domingo, 26 de fevereiro de 2012

Futura mamãe: compre apenas o necessário!

Futura mamãe: compre apenas o necessário! Muitas coisas são usadas apenas nos primeiros 3 meses do bebêFoto: SXU
Por Ana Fialho
Redação Greenvana Style 

Como tantas outras futuras mamães por aí, logo que descobri que estava grávida programei minha viagem aos Estados Unidos para comprar as coisinhas do Jorge. Claro que não é todo mundo que tem a sorte de ter os avós que ele tem, mas para um pequeno grupo de felizardos, como nós, comprar carrinhos e afins em NYC ou Miami pode até ser uma grande economia.

E como eu não acredito em comprar produtos mais caros ou de qualidade inferior só porque seria mais correto ecologicamente, não pensei duas vezes antes de escolher um carrinho gringo. Não é que os brasileiros sejam inferiores – eles são muito, mas muito mesmo, inferiores. Mesmo assim, acho que ainda dá para diminuir minhas pegadas de carbono nesse tema do enxoval.

Na lista de gestantes que eu participo, o que mais tem é gente vendendo poltrona de amamentação semi-nova, por exemplo. As pessoas dizem que amamentam em vários lugares – na cama, no sofá da sala, na mesa da cozinha – menos na tal poltrona. Já risquei esse item.

A cadeira bumbo é outro item com forte potencial de inutilidade. Só pode usar depois que o bebê consegue firmar bem a cabeça – lá pelos três meses. E depois que ele já consegue sentar sozinho não faz mais muito sentido… ou seja, é uma vida útil bastante reduzida. Também não vamos ter um desses, a princípio.

A tradicional banheirinha fica encalhada em várias casas por aí. Algumas mamães têm achado mais fácil dar banho no chuveiro ou na pia mesmo enquanto eles ainda são bem pequetitos. Esse item eu estou trocando pelo “ofurô” dos bebês, que é um mini baldinho próprio para recém-nascidos e que em tese recria a sensação do útero materno. Tudo bem que o baldinho também não vai durar muito, mas quem vai se negar a devolver a sensação do útero para o seu filhote?! Eu não.
Até itens básicos da lista são questionáveis. Para algumas mães que gostam de ter seu baby o tempo todo coladinho dentro do sling, até o carrinho pode ficar meio encostado. O berço é outro, que serve mais para apoiar as roupas de passar do que para o filho dormir em casas em que se pratica a cama compartilhada.

Pode até ser que o Jorge venha um dia a ter todas essas coisas – e muitas, que eu não sei se ele vai usar, ele já tem. Mas se eu descobrisse hoje a gravidez, teria feito diferente desde o começo. Em vez de pegar listas de outras mães e copiar, como se todas as famílias funcionassem exatamente do mesmo jeito, iria primeiro ver se ele precisa mesmo daquilo e daí então comprar. Tem o inconveniente de que depois que os bebês nascem as mães costumam ficar “meio” ocupadas. Mas hoje se compra tudo pela internet e seu filho pode sobreviver perfeitamente dois ou três dias tomando banho de pia, mesmo que você chegue à conclusão que a banheirinha é a invenção do século.

Como eu disse, não acredito em atitudes ecologicamente corretas por si só. Mas aos poucos a gente vai percebendo que, no geral, o que é melhor para nós individualmente (menos trambolho em casa, por exemplo) também é melhor para o planeta (menos emissão de carbono para produzir todo esse trambolho + menos lixo)

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